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NOTÍCIAS
20/04/2026
Cooperfrigu inicia campanha de vacinação contra gripe para colaboradores
O Programa Cooperar da Cooperfrigu, com apoio do Sistema FIETO, SESI e SENAI, aplicou doses da vacina influenza tetravalente, que protege contra dois tipos de vírus influenza A e dois tipos de influenza B, oferecendo maior cobertura imunológica em comparação com a trivalente, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Importância da imunização no contexto atual
A gripe segue circulante no Brasil, com 1.198 casos e 128 mortes até março de 2026, segundo boletim do Ministério da Saúde. Em Tocantins, campanhas nacionais priorizam grupos de risco, mas ações empresariais complementam o esforço público em ambientes laborais.
A iniciativa corta absenteísmo e custos com internações. Estudos do SESI mostram redução de até 40% nas licenças por gripe em programas corporativos.
A medida beneficia diretamente os funcionários, reduzindo absenteísmo e custos com internações. Estudos do SESI indicam que programas corporativos de vacinação cortam em até 40% as licenças por gripe.
Responsabilidade social corporativa
A Cooperfrigu demonstra responsabilidade social ao investir na imunização anual. Essa medida salvaguarda colaboradores e apoia o controle epidemiológico em Tocantins, inspirando outras indústrias a fortalecer a rede de proteção coletiva à saúde.
Créditos: Cooperfrigu
NOTÍCIAS
07/04/2026
30 anos do Prodecer III: A saga dos pioneiros
Em 1996, 41 produtores iniciaram em Pedro Afonso um desafio que parecia maior que o próprio Cerrado: transformar terras até então pouco exploradas em lavouras produtivas. Três décadas depois, o município colhe os frutos de um dos maiores acordos de cooperação internacional já firmados entre Brasil e Japão, o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer III).
A terceira fase do programa consolidou-se no Tocantins como marco da modernização agrícola. Financiado pelos governos brasileiro e japonês, por meio da Japan International Cooperation Agency (JICA), além de bancos privados japoneses, o projeto contou com investimento total de cerca de US$ 850 milhões.
O objetivo era claro: desenvolver agricultura de alta tecnologia no Cerrado, ampliar a produção de soja e grãos e estruturar um modelo baseado em crédito, tecnologia e cooperativismo — o chamado “tripé de sustentação”.
Desafios dos pioneiros
Dos 41 produtores selecionados, incluindo uma cooperativa, seis já atuavam no Tocantins: João Damasceno de Sá Filho, Euid Eduardo de Moura, Sílvio Espedito Sandri, Pedro Afonso Oliveira Tavares, Gilberto Sobreira e Antônio Milhomem de Castro. Os demais (relação completa ao final da matéria) vieram de outros quatro estados — Minas Gerais (17), São Paulo (13), Goiás (3) e Paraná (3) —, atraídos por um modelo de assentamento dirigido que exigia investimento próprio (10% do capital) e disposição para começar do zero.
O engenheiro agrônomo Pedro Afonso Oliveira Tavares, de família tradicional família pedroafonsina, conheceu o projeto ainda em 1991, quando trabalhava na Secretaria Estadual da Agricultura, em Palmas (TO). “Fiquei animado para fazer parte de algo que poderia transformar o Tocantins em um grande celeiro de alimentos”, relembra.
Selecionado pela Companhia de Promoção Agrícola (CAMPO), braço técnico responsável por executar o programa em parceria com a Brasagro (Brasil) e a Jadeco (Japão), mudou-se para Pedro Afonso em 1996. No lote 14, implantou 435 hectares de soja, além de milho, feijão irrigado e fruticultura tropical.
Pedro Afonso Tavares lembra que o grupo de agricultores enfrentou muitos obstáculos, sendo um dos principais um impasse judicial com o Banco do Brasil após a interrupção de financiamentos. A disputa se arrasta há quase três décadas. “Apesar disso, seguimos em frente graças à união dos produtores, que buscaram crédito em outras fontes”, afirma.
Cara e coragem
Assim como a dos demais produtores, a história de Mário Hiroshi Okuyama, natural de Sábaudia, no Paraná, é marcada por sacrifício e aposta no futuro. Ele trabalhava no Japão quando surgiu a oportunidade de integrar o projeto. “Foi tudo experiência. Aprendemos mais na prática do que na escola”, resume.
Ele lembra das dificuldades de comunicação, quando celulares eram raridade, e da adaptação da família ao interior. “Chegamos sem conhecer ninguém. Hoje temos amizade nos quatro cantos da cidade”, revela, lembrando que suas três filhas nasceram aqui e a mais velha, a agrônoma Érica, já trabalha com ele na propriedade.
Para o mineiro de Patos de Minas, Márcio Donizete José da Silva, o impacto inicial foi a falta de estrutura urbana. “A cidade era pequena, com poucos recursos. Pegamos o cerrado em pé e começamos do zero: desmatar, corrigir o solo, implantar o plantio direto. Era um desafio enorme”, relembra.
Segundo ele, o Prodecer III mudou não só a vida financeira dos colonos, mas toda a dinâmica regional. “Onde o Prodecer chega, chega o progresso”, afirma o produtor, que tinha 29 anos quando chegou a Pedro Afonso e era o mais jovem dos colonos.
Transformação econômica
Os números confirmam a percepção dos pioneiros. A área plantada no Tocantins tem apresentado um crescimento expressivo e linear nas últimas décadas, saltando de menos de 300 mil hectares na safra 2000/2001 para uma estimativa de 2,57 milhões de hectares na safra 2025/2026, um aumento de mais de 400%. A soja é a principal cultura, com previsão de alcançar 1,68 milhão de hectares na atual safra.
O município de Pedro Afonso passou a integrar a rota das grandes tradings internacionais. A instalação de agroindústrias, como a unidade da BP Bunge no município, consolidou o perfil agroindustrial local. O que antes era Cerrado improdutivo tornou-se área valorizada e estratégica para a exportação de grãos. “Transformamos cerrado bruto em lavoura produtiva”, resume Márcio Donizete.
Legado coletivo
Além da produção, os colonos destacam o espírito de cooperação. A criação da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA) para agregar os agricultores é apontada como um dos momentos mais marcantes. “Viramos praticamente uma família”, afirma Márcio Donizete.
Trinta anos depois, Pedro Afonso não é apenas um polo agrícola. Tornou-se símbolo de um modelo que uniu tecnologia, crédito estruturado e a perseverança de produtores brasileiros. “O Prodecer III foi importantíssimo para o desenvolvimento do município e do Estado”, diz Pedro Afonso. “Com trabalho e tecnologia, produzimos alimentos, riquezas e progresso”, conclui.
Lote
Colono
Cidade de origem
1
Fulgêncio Branquinho de Oliveira
Unaí (MG)
2
João Damasceno de Sá Filho
Pedro Afonso (TO)
3
Gilberto Caixeta Borges
Paracatu (MG)
4
Manoel Albino Coelho de Miranda
Campinas (SP)
5
Roberto Yoshio Furukawa
Assaí - Paraná
6
COOPERSAN
São João da Boa Vista (SP)
7
João Gabriel da Costa Noronha
São João da Boa Vista (SP)
8
Marco Balsalobre
São Paulo (SP)
9
Denis de Campos Bernardes
Rio Verde (GO)
10
Luiz Alvino / Edson Auriema
São Paulo (SP)
11
Silvio Espedito Sandri
Pedro Afonso (TO)
12
Marcio Donizete José da Silva
Patos de Minas (MG)
13
Gilberto Sobreira
Pedro Afonso (TO)
14
Pedro Afonso de Oliveira Tavares
Pedro Afonso (TO)
15
Antônio Milhomem de Castro
Palmas (TO)
16
Carlos Vanderlei Figueira
Ibiporã (PR)
17
Elton Valdir Schmitz
Paracatu (MG)
18
Alessandro Vírgílio Zarone
Buritis (MG)
19
Silvio Peres Rodrigues
Unaí (MG)
20
Jacy Luiz da Costa
São Paulo (SP)
21
José Francisco Amaral
Muriaé (MG)
22
Ricardo Benedito Khouri
Taubaté (SP)
23
Leandro de Lima Teixeira
São João da Boa Vista (SP)
24
Cristina Carvalho de Oliveira
São João da Boa Vista (SP)
25
Evanis Roberto Lopes
Patos de Minas (MG)
26
Luiz Carlos de Lima Teixeira
São João da Boa Vista (SP)
27
Glauro Rodrigues da Silva
Unaí (MG)
28
Wilson José de Oliveira
Patrocínio (MG)
29
Arthur Hordones
Pratinha (MG)
30
Antônio Alexandre Bizão
Rio Verde (GO)
31
José Tarcizio Borges
Coromandel (MG)
32
Edmar Corrêa de Oliveira
Paracatu (MG)
33
Francisco Gonzaga Reis
São Paulo (SP)
34
José Guilherme Paggiaro
São João da Boa Vista (SP)
35
Francisco José Moura de Mendonça
Patos de Minas (MG)
36
Leonardo Queiroz Marques
Patos de Minas (MG)
37
Sebastião Antônio Diniz Nogueira
Rio Verde (GO)
38
Mário Hiroshi Okuyama
Sabáudia (PR|)
39
Claúdio Siqueira
Paracatu (MG)
40
Euid Eduardo de Moura
Pedro Afonso (TO)
41
Jorge Luiz Maronezzi
Monte Carmelo (MG)
Créditos: COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DO TOCANTINS (COAPA).
NOTÍCIAS
18/03/2026
Workshop reúne OCEs para mapear uso de inteligência artificial
O Sistema OCB realizou na sexta-feira (6), em Brasília, o Workshop de Mapeamento de Soluções de Inteligência Artificial com Pontos Focais das Organizações Estaduais do Cooperativismo (OCEs). O encontro discutiu o uso estratégico da tecnologia nos nas unidades do cooperativismo em todo o Brasil. A iniciativa integra o Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial, que busca, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre a tecnologia entre os colaboradores e levantar um diagnóstico nacional sobre o nível de adoção de ferramentas de IA no cooperativismo. A proposta do encontro foi promover um momento de escuta ativa, alinhamento conceitual e construção coletiva de oportunidades de aplicação da tecnologia nas rotinas de trabalho das organizações. Durante as atividades, os participantes compartilharam experiências, levantaram desafios e discutiram caminhos para incorporar soluções baseadas em inteligência artificial de forma estruturada e responsável. Um dos principais pontos abordados ao longo do workshop foi a abordagem metodológica para adoção da tecnologia. A mensagem central foi de que a implementação de IA não deve começar pela escolha de ferramentas tecnológicas, mas pela compreensão detalhada dos processos organizacionais. Nesse sentido, os debates destacaram a importância de mapear fluxos de trabalho já existentes, identificar gargalos operacionais, compreender as principais necessidades das equipes e, somente a partir desse diagnóstico, avaliar quais etapas poderiam se beneficiar de automação ou apoio analítico. A proposta busca evitar um problema comum em iniciativas de inteligência artificial: a adoção de soluções tecnológicas sem um diagnóstico claro dos processos. Quando isso ocorre, é frequente que projetos avancem até a fase de protótipos, mas não se consolidem como soluções efetivas no dia a dia das organizações. Durante o encontro, os participantes também foram estimulados a refletir sobre o papel da tecnologia como instrumento de melhoria de processos. A inteligência artificial foi apresentada como uma ferramenta capaz de ampliar eficiência e apoiar a tomada de decisão, desde que aplicada sobre atividades com objetivos bem definidos e estrutura operacional clara. A programação incluiu dinâmicas de trabalho colaborativas, nas quais os representantes das OCEs puderam analisar rotinas institucionais, identificar oportunidades de aprimoramento e discutir possíveis frentes de inovação que possam ser exploradas futuramente no Sistema. O workshop integra o projeto de construção do Plano Institucional de Uso de Inteligência Artificial do Sistema OCB, iniciativa que será desenvolvida ao longo de 2026 com a participação das unidades estaduais. Nesse processo, os pontos focais terão papel importante no acompanhamento das discussões técnicas e no compartilhamento de informações sobre iniciativas e necessidades identificadas nos estados.
“O objetivo é entender como as organizações estaduais já utilizam ou pretendem utilizar inteligência artificial em suas rotinas e, a partir disso, estruturar um plano consistente para o Sistema OCB. Estamos falando de uma tecnologia com enorme potencial para aumentar eficiência, apoiar decisões e qualificar ainda mais nossos serviços.” destacou o coordenador do projeto e gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra. Fonte: Sistema OCB
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Entenda os Benefícios
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