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03/07/2026
MATOPIBA ganha novo núcleo do Ministério da Agricultura para impulsionar o desenvolvimento regional
A Superintendência Federal de Agricultura no Tocantins sediou, nesta sexta-feira (3), a cerimônia de instalação do Núcleo MATOPIBA do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), ocasião em que o administrador Fernando de Camargo Penteado foi empossado como gestor da nova estrutura. O evento reuniu autoridades, representantes de entidades do agronegócio e instituições parceiras comprometidas com o fortalecimento do desenvolvimento regional. Criado para apoiar a implementação do Plano de Desenvolvimento Agropecuário e Agroindustrial do MATOPIBA, o núcleo terá como missão integrar ações entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, promovendo iniciativas voltadas ao aumento da competitividade, da inovação, da sustentabilidade e da agregação de valor às cadeias produtivas. Reconhecido como uma das principais fronteiras agrícolas do país, o MATOPIBA reúne uma das regiões mais dinâmicas da agropecuária brasileira, destacando-se pela produção de grãos, fibras e proteína animal. Nesse contexto, o Tocantins ocupa posição estratégica por estar integralmente inserido na área de abrangência do programa e por sediar, em Palmas, a única capital localizada dentro do território do MATOPIBA, característica que fortalece sua posição como centro de articulação entre produtores, cooperativas, instituições de pesquisa, entidades representativas e órgãos públicos. Representando o Sistema OCB/TO, participaram da solenidade o presidente Ricardo Khouri e a superintendente Maria José Oliveira, reforçando o compromisso do cooperativismo com iniciativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a inovação e o fortalecimento das cadeias produtivas do estado. Também estiveram presentes a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos; o representante da FAET, Fabriel Wanderlei; o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis; o representante da Superintendência Federal de Agricultura no Tocantins, Elso Polizel; além do senador Irajá Abreu e demais lideranças do setor. Durante a cerimônia, foi destacado que a criação do Núcleo MATOPIBA é resultado de uma articulação conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em conjunto com entidades representativas da agropecuária regional, visando ampliar a integração entre os estados e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor. Perfil do gestor Graduado em Administração de Empresas pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Fernando de Camargo Penteado possui mais de 25 anos de experiência no agronegócio brasileiro. Ao longo de sua trajetória, atuou nas áreas de produção, comercialização, logística, mercado financeiro e gestão estratégica, além de desenvolver projetos voltados à estruturação de cadeias produtivas, armazenagem, certificações, análise de mercado e articulação institucional. Com ampla experiência na região do MATOPIBA e na região Norte, Fernando assume a gestão do núcleo com a missão de contribuir para a implementação de ações que fortaleçam a competitividade, a inovação e o desenvolvimento sustentável da agropecuária regional. Ao acompanhar iniciativas como essa, o Sistema OCB/TO reafirma seu compromisso com o fortalecimento do cooperativismo e com ações que impulsionem o desenvolvimento sustentável do agronegócio, promovendo a integração entre cooperativas, produtores, instituições e poder público em benefício do Tocantins e de toda a região do MATOPIBA.
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01/07/2026
Sistema OCB impulsiona agenda global do cooperativismo no CM50
Nesta segunda e terça-feira (29 e 30), lideranças de grandes cooperativas e organizações mutualistas do mundo participaram, em Bruxelas, na Bélgica, da reunião anual do Círculo de Liderança de Cooperativas e Mutuais (CM50), fórum criado em 2025 para transformar compromissos estratégicos em ações concretas capazes de ampliar a presença do modelo cooperativista na economia mundial.
Representando o Sistema OCB, o coordenador de Relações Internacionais, João Penna, acompanhou as discussões em nome da superintendente Fabíola Nader Motta, uma das lideranças responsáveis por coordenar um dos seis compromissos estratégicos definidos pelo grupo. Criado para reunir as maiores cooperativas e mutualidades do planeta, o CM50 representa organizações presentes em diversos setores da economia, como agropecuária, crédito, saúde, seguros, varejo, energia e habitação. Juntas, elas reúnem mais de um bilhão de cooperados e movimentam centenas de bilhões de dólares por ano. O objetivo do grupo é ampliar a cooperação entre seus integrantes e dobrar a participação das cooperativas na economia global até 2035.
Durante o encontro, os participantes aprofundaram a construção de seis grandes compromissos que nortearão a atuação do CM50 nos próximos anos: acesso a capital; educação e liderança; infraestrutura digital cooperativa; marketplace global entre cooperativas; sistemas alimentares saudáveis; e comunidades e economias resilientes.
Formação de lideranças
Um dos destaques da programação foi o avanço do compromisso educação e liderança, coordenado pelo Sistema OCB e pela Iran Chamber of Cooperatives. A proposta busca criar uma arquitetura global para a formação de líderes cooperativistas, reunindo universidades, programas de capacitação e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento de jovens talentos e mulheres em posições de liderança.
O projeto prevê duas frentes complementares. A primeira consiste na criação de um currículo cooperativista internacional, com certificações reconhecidas globalmente em cursos de graduação, pós-graduação e educação executiva. A segunda é a Purposeful Leadership Journey, uma jornada internacional de desenvolvimento de lideranças que combinará mentorias, intercâmbios, experiências em cooperativas de diferentes países e participação em desafios reais enfrentados pelo movimento. Uma das propostas da jornada é utilizar a inicitiava do Patrimônio Cultural Cooperativo para transformar os valores e o legado cooperativistas em vantagem competitiva.
A meta é formar quatro mil lideranças até 2035 e estabelecer uma rede internacional de universidades parceiras.
Projetos estratégicos
Além do Sistema OCB, cooperativas brasileiras também contribuíram diretamente para os trabalhos do CM50. O presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Marino, integra o desenvolvimento do compromisso marketplace cooperativo global, iniciativa que amplia negócios entre cooperativas de diferentes países. A proposta prevê uma plataforma internacional para conectar empresas cooperativas, facilitar relações comerciais e estimular novos mercados dentro do próprio movimento.
A Cresol também esteve representada na reunião pelo CEO Adriano Michelon e pelo gerente de Relações Internacionais, Jaap van Waalwijk Doorn, participando das discussões sobre os projetos em construção. Além disso,outra cooperativa brasileira que está entre as organizações integrantes do CM50 é a Unimed.
Crédito da matéria: Sistema OCB Nacional.
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26/06/2026
Sicoob UniCentro Br reforça incentivo a investimentos em energia limpa e mobilidade sustentável
Com a crescente busca por soluções que conciliem desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental, as chamadas linhas de crédito verdes têm ganhado espaço entre consumidores, produtores rurais e empresas. No mês dedicado à conscientização ambiental, o Sicoob UniCentro Br reforça seu compromisso com a sustentabilidade ao ampliar o incentivo a projetos voltados à geração de energia limpa e à mobilidade de baixo impacto ambiental.
A cooperativa tem atuado de forma ativa no segmento: atualmente, disponibiliza cerca de R$ 30,7 milhões em financiamentos destinados à geração de energia solar fotovoltaica, permitindo que cooperados invistam em fontes renováveis, reduzam seus custos com energia e aumentem a eficiência de suas operações.
Segundo o diretor-presidente da cooperativa, Diogo Mafia, a procura por soluções sustentáveis tem crescido à medida que os consumidores percebem que os benefícios vão além da preservação ambiental. “A sustentabilidade deixou de ser uma pauta do futuro para se tornar uma necessidade do presente. As linhas de crédito verdes permitem que os cooperados realizem investimentos que geram economia a médio e longo prazo, aumentam a competitividade dos negócios e contribuem para um modelo de desenvolvimento mais equilibrado e responsável”, afirma.
Ação incentiva adoção de veículos híbridos e elétricos
Além dos financiamentos voltados à geração de energia solar, a cooperativa também tem incentivado a adoção de alternativas sustentáveis no setor de transportes. Recentemente, promoveu a campanha Ação Eletrizante, iniciativa que ofereceu condições diferenciadas para o financiamento de veículos elétricos e híbridos.
“Como cooperativa, enxergamos esse movimento de forma muito positiva, pois ele está diretamente conectado aos princípios do cooperativismo, que valorizam o desenvolvimento sustentável das comunidades e a geração de valor de longo prazo para os cooperados. Nosso objetivo é apoiar projetos que tragam benefícios econômicos, sociais e ambientais para as regiões onde atuamos”, destaca Diogo Mafia.
Entre os projetos que podem ser beneficiados pelas linhas de financiamento sustentáveis estão a instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, propriedades rurais e empreendimentos comerciais, além da aquisição de veículos elétricos e híbridos, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a modernização das atividades produtivas.
Parque Fotovoltaico Geraldo Mendonça
O compromisso da cooperativa com a agenda ambiental também se reflete em suas próprias operações. Em Caldas Novas (GO), o Sicoob UniCentro Br mantém o Parque Fotovoltaico Geraldo Mendonça, responsável pelo abastecimento energético das agências da Regional Goiás. Entre abril de 2025 e março de 2026, a usina gerou 792,46 MWh de energia, contribuindo para a redução dos custos operacionais da instituição e para a diminuição do impacto ambiental de suas atividades. A produção energética do empreendimento permitiu evitar a emissão estimada de até 100 toneladas de dióxido de carbono (CO₂), um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. Além disso, a iniciativa contribuiu para a geração de economia financeira para a cooperativa, reforçando os benefícios da adoção de fontes renováveis de energia.
“A experiência que desenvolvemos com nossa própria usina fotovoltaica demonstra, na prática, os resultados que a energia solar pode proporcionar. Ao mesmo tempo em que reduzimos custos e aumentamos a eficiência operacional, contribuímos para a preservação ambiental. É esse tipo de transformação que buscamos incentivar junto aos nossos cooperados”, conclui Diogo Mafia.Crédito: Sicoob UniCentro Br
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26/06/2026
Saúde para todos: coops pedem reconhecimento de sua função social
Trinta e dois por cento do mercado de saúde suplementar brasileiro é cooperativista. São 176 hospitais, 13,5 mil leitos próprios e presença em 92% dos municípios do país. Mesmo com esses números, as cooperativas de saúde seguem enfrentando um ambiente regulatório que nem sempre reconhece o que as diferencia de uma empresa comum. E é justamente essa distinção que está no centro das disputas do setor no Congresso Nacional.
O PL 7.419/2006, que tramita há duas décadas no Parlamento, propõe mudanças significativas na regulamentação dos planos de saúde. O problema é que parte das medidas amplia coberturas sem estudo adequado de impacto financeiro e trata cooperativas médicas e odontológicas da mesma forma que operadoras com fins lucrativos.
A diferença é sensível. Cooperativas reinvestem seus resultados na melhoria dos serviços e no atendimento aos cooperados, sem acionistas externos para captar dividendos. Por isso, o Sistema OCB defende a aprovação de um substitutivo que contemple essas especificidades e contribua para a sustentabilidade do setor.
Outro projeto acompanhado de perto é a desoneração da folha de pagamentos para o setor de saúde (PL 1.272/2022). A proposta, de autoria das deputadas Carmen Zanotto (SC) e Dra. Soraya Manato (ES), reduz a carga tributária sobre entidades do setor e tem impacto direto na capacidade de geração de empregos, área em que o cooperativismo de saúde já se destaca, com 150 mil postos de trabalho diretos.
Tecnologia como ferramenta de inclusão
O PL 5.875/2013, que propõe a criação de uma plataforma digital unificada para o SUS, também está na agenda do cooperativismo. A matéria trata de interoperabilidade de sistemas, cadastro unificado do cidadão e compartilhamento de dados de saúde. Para o Sistema OCB, a digitalização do setor de saúde não é ameaça, é oportunidade. “O texto final precisa, no entanto, garantir segurança jurídica e operacional para todos os atores envolvidos, incluindo as cooperativas médicas e odontológicas que integram a rede assistencial em todo o país”, afirma Hugo Andrade, coordenador de Ramos da entidade.
Na mesma linha, o debate sobre regulamentação da inteligência artificial (PL 2.338/2023) mobiliza especialmente o Sistema Unimed, que tem participado das audiências públicas no Congresso. A posição do cooperativismo é de que a IA deve ser adotada de forma ética, responsável e orientada à melhoria da qualidade assistencial, não como substituta do cuidado humano, mas como ferramenta a seu serviço.
Defesa no Congresso
Entre os principais defensores das pautas do cooperativismo de saúde no Parlamento está o deputado Vitor Lippi (SP), coordenador tributário da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Médico de formação, tem atuado de forma constante na interlocução entre o setor e o Congresso Nacional, apoiando medidas que garantam segurança jurídica, sustentabilidade econômica e ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.
Durante a tramitação da Reforma Tributária, foi um dos parlamentares que mais se empenharam pelo reconhecimento das especificidades do cooperativismo de saúde, contribuindo para que o modelo cooperativista recebesse tratamento adequado na nova legislação. Sua atuação também se estende ao acompanhamento de projetos relacionados à regulação dos planos de saúde, à inovação tecnológica no setor e às políticas de fortalecimento da assistência médica em regiões menos atendidas.
"As cooperativas ampliam o acesso da população aos serviços de saúde, sobretudo nas regiões onde muitas vezes essa é a única alternativa de atendimento. Além disso, elas geram empregos, fortalecem a economia local e contribuem para a sustentabilidade do sistema de saúde. Por isso, durante a discussão da Reforma Tributária, atuei com firmeza pelo reconhecimento das especificidades do cooperativismo de saúde, justamente por entender que não pode ser tratado como uma atividade empresarial comum”, destaca.
Hugo Andrade reforça o argumento. "O cooperativismo de saúde é um parceiro do sistema público. Atendemos aonde o mercado não chega, reinvestimos nossos resultados na qualidade assistencial e valorizamos os profissionais de saúde. Precisamos de uma regulação que entenda essa lógica, não que a ignore”, defende. Crédito da matéria: Sistema OCB Nacional.
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